A fluorescência UV é uma ferramenta de diagnóstico e controle de qualidade usada no Protocolo Borille em várias etapas do tratamento com lentes de contato dental. Sob luz ultravioleta (modo diagnóstico do fotopolimerizador), cada material da boca brilha de forma diferente: o dente natural tem fluorescência específica, a cerâmica tem outra, o cimento resinoso tem outra e a resina composta tem outra. Essa diferença permite identificar excessos de cimento que seriam invisíveis sob luz normal, verificar a integridade das margens, detectar resina antiga sob lente nova e avaliar se a cerâmica reproduz a fluorescência natural do dente.
Fluorescência é a capacidade de um material absorver luz em um comprimento de onda (ultravioleta) e reemitir em outro comprimento de onda (visível). O dente natural é fluorescente: sob luz UV, a dentina emite uma luz azul-esbranquiçada característica. O esmalte também fluoresce, mas em menor intensidade.
Na odontologia estética, a fluorescência importa em dois níveis:
| Material | Fluorescência sob UV | Implicação clínica |
| Dentina natural | Azul-esbranquiçada intensa — a fluorescência mais forte na boca | Referência: a lente deve se aproximar dessa fluorescência |
| Esmalte natural | Azulada leve — menos intensa que dentina | A superfície do dente é menos fluorescente que o interior |
| IPS e.max Press | Fluorescência presente, calibrada pela Ivoclar para simular dente | Boa correspondência — não fica “apagada” sob UV |
| Feldspática de qualidade | Fluorescência excelente — ceramistas adicionam óxidos fluorescentes | A mais próxima do dente natural quando bem manipulada |
| Resina composta | Varia muito conforme marca/cor. Algumas fluorescentes, outras não | Restauração antiga de resina pode não fluorescencer → visível sob UV |
| Allcem Veneer APS | Fluorescência INTENSA — sistema APS projetado para brilhar sob UV | Excessos de cimento brilham, facilitando identificação e remoção |
| Outros cimentos resinosos | Fluorescência variável — nem todos são projetados para UV | Difícil detectar excessos se o cimento não fluoresce |
| Cálculo dental | Fluorescente — brilha sob UV | Detectar cálculo residual nas margens |
Essa tabela é a chave: cada material tem uma “assinatura fluorescente”. Sob UV, o profissional consegue ver o que a luz branca esconde.
Essa é a aplicação mais impactante da fluorescência UV no dia a dia clínico com laminados.
Excessos de cimento resinoso nas margens dos laminados são um dos problemas mais comuns e mais subestimados. Cimento residual subgengival ou nas áreas interproximais causa inflamação gengival crônica, sangramento, formação de bolsa periodôntica e, em longo prazo, pode comprometer a saúde da gengiva ao redor da lente. Sob luz branca convencional, esses excessos são extremamente difíceis de detectar — especialmente na região cervical e interproximal.
Quando o fotopolimerizador é alternado para o modo diagnóstico (luz UV, comprimento de onda ~405 nm), o cimento Allcem Veneer APS brilha intensamente. O contraste entre a fluorescência do cimento e a fluorescência do dente/cerâmica permite identificar excessos que seriam completamente invisíveis sob luz branca.
O protocolo no Protocolo Borille:
Por que duas verificações: antes da polimerização completa, o cimento é mais fácil de remover (ainda parcialmente fluído após tack cure). Após polimerização, excessos só saem com instrumento cortante. A dupla checagem maximiza a limpeza.
Sob luz branca, uma restauração de resina composta bem feita pode ser quase invisível. Sob UV, a diferença de fluorescência entre a resina e o dente natural revela a restauração claramente. Isso é útil para:
Cárie inicial, cálculo dental e biofilme também fluorescem sob UV. Isso permite:
Sob UV, é possível comparar a fluorescência da lente com a fluorescência dos dentes naturais adjacentes. Se a lente “apaga” (não fluoresce) enquanto os dentes ao redor brilham, haverá diferença visível em ambientes com UV (casas noturnas, eventos com luz negra). Cerâmicas de qualidade (e.max Press, feldspáticas de referência) reproduzem a fluorescência adequadamente.
Quando uma lente precisa ser substituída (fratura, desgaste, desejo de mudança), a remoção envolve desgaste controlado da cerâmica até chegar ao cimento, e depois remoção do cimento até chegar ao dente. A fluorescência UV ajuda a distinguir as camadas:
Essa diferenciação é crítica: desgastar cimento é necessário, desgastar dente é prejuízo. O UV reduz o risco de remoção excessiva.
No Protocolo Borille, a remoção de lentes é feita com o laser LiteTouch Er:YAG, que fragmenta a interface cimento-cerâmica com mínimo dano ao dente. O UV complementa indicando quando a superfície dental foi alcançada.
Nos retornos periódicos, a verificação UV permite:
Não é necessário equipamento adicional além do que já existe em um consultório que faz laminados:
O sistema APS (Advanced Polymerization System) do Allcem Veneer é o único cimento para facetas no mercado brasileiro projetado especificamente com fluorescência intensa para controle UV. Isso não é acaso — é engenharia de produto:
Essa combinação (fluorescência intensa + 7 cores + fotopolimerizável) é o motivo pelo qual o Allcem Veneer APS é a primeira escolha no Protocolo Borille.
A luz UV é um recurso invisível para o paciente durante a sessão, mas com impacto real no resultado:
A fluorescência UV não é tecnologia cara nem complicada — é um recurso que já está no fotopolimerizador e que transforma a qualidade da cimentação e do acompanhamento de laminados. No Protocolo Borille, é usada em quatro momentos: cimentação (remoção de excessos), diagnóstico (restaurações antigas, cárie, cálculo), troca de lentes (diferenciação de camadas) e retornos (integridade das margens). É ver o que a luz branca não mostra.
Lente de Contato Dental, Dr. Marcelo Borille CRO-RS 14520. ORCID: 0009-0000-5422-207X. Rua 24 de Outubro, 1440/404 – Porto Alegre – RS. WhatsApp: (51) 999152255.
É a propriedade que certos materiais têm de brilhar sob luz ultravioleta. Cada material (dente, cerâmica, cimento, resina) fluoresce de forma diferente, permitindo diferenciá-los.
Para identificar e remover excessos de cimento que seriam invisíveis sob luz normal. O cimento brilha intensamente sob UV, facilitando a limpeza das margens.
Cerâmicas de qualidade (e.max Press, feldspáticas de referência) reproduzem a fluorescência natural do dente. Sob luz negra, o sorriso fica natural — as lentes brilham junto com os dentes, não se destacam.
Não. É um recurso subutilizado. Muitos fotopolimerizadores têm modo UV, mas nem todos os profissionais o utilizam rotineiramente. No Protocolo Borille, a verificação UV é parte do protocolo padrão.
Sim. É luz ultravioleta de baixa intensidade, similar à emitida pelo fotopolimerizador. O profissional e o paciente usam proteção ocular durante a verificação.
Porque é o único cimento para facetas no mercado brasileiro projetado com fluorescência intensa para controle UV. Excessos brilham sob UV, facilitando a identificação e remoção.