Como é feito o passo a passo da lente de contato dental
As etapas do tratamento: 13 passos em 4 consultas
O Protocolo Borille organiza o tratamento com lentes de contato dental em 13 etapas distribuídas em 4 consultas presenciais e 2 fases laboratoriais.
Essa estrutura existe para criar previsibilidade, preservar ao máximo a estrutura natural dos dentes e dar tempo para que cada decisão estética seja tomada com base em informação, não em pressa.
Cada caso tem suas particularidades. O que descrevemos aqui é o fluxo geral; em situações mais simples algumas etapas podem ser condensadas, e em casos mais complexos etapas adicionais podem ser incluídas (como ajuste gengival, clareamento prévio ou ortodontia preliminar).
Antes de iniciar o passo a passo: a lente deve ser adequada para a situação
Nem todos os pacientes que buscam lente de contato dental realmente necessitam desse tratamento.
Portanto, é essencial esclarecer, antes de qualquer fase clínica:
- se a técnica é realmente recomendada
- qual é a principal preocupação estética
- se o caso pede apenas um refinamento restaurador ou algo diferente
- quantos ajustes um sorriso pode esconder
- onde se encontra o limite biológico e estético da proposta?
Essa análise é diretamente relacionada a:
- indicações da lente de contato dental
- contraindicações da lente de contato dental
- lente de contato dental ou resina
- lente de contato dental ou faceta de porcelana
- lente de contato dental ou clareamento
- lente de contato dental ou aparelho ortodôntico
Um bom passo a passo tem início em uma recomendação eficaz. Sem isso, o resto não se sustenta.
Muitas pessoas, antes mesmo da avaliação presencial, já desejam uma referência visual inicial do estilo de sorriso que desejam. Você pode realizar uma simulação estética do seu sorriso, enviando uma foto e escolhendo suas preferências visuais. É uma ilustração prévia e não deve ser considerada o planejamento clínico de fato.
Etapas do Tratamento
📅 CONSULTA 1
Diagnóstico e planejamento
Etapa 1 — Avaliação clínica e diagnóstico inicial
A primeira consulta é a base de todo o tratamento. Nessa fase são avaliados forma dos dentes, proporção, cor, linha do sorriso, condição gengival, desgaste, simetria, espaços entre os dentes, oclusão e a expectativa estética do paciente.
É também o momento de identificar se a queixa principal está relacionada à cor, forma, tamanho, borda incisal, assimetria, espaços ou a uma combinação desses fatores.
A leitura clínica varia conforme o tipo de caso. Algumas referências importantes: lente de contato dental para fechar diastema, lente de contato dental para dentes curtos, lente de contato dental para dentes desgastados, lente de contato dental para dentes manchados, lente de contato dental para dentes conóides, lente de contato dental para corrigir assimetria e quem tem bruxismo pode fazer lente de contato dental.
Antes da fase clínica também é essencial validar se a lente é realmente o melhor caminho. Vale conhecer indicações da lente de contato dental e contraindicações da lente de contato dental.
Etapa 2 — Documentação e análise do sorriso
Após a avaliação clínica, o caso passa para a fase de documentação. Esse registro permite analisar o sorriso com mais profundidade do que apenas o olho clínico permitiria em consulta.
Nesta etapa observamos a relação entre dentes e lábios, a dominância dos incisivos centrais, a proporção entre centrais, laterais e caninos, largura e comprimento aparentes dos dentes, contorno incisal, necessidade de ganho ou contenção de volume, e a integração do sorriso com o rosto.
A documentação inclui fotografia profissional com câmera DSLR, fotografia polarizada para análise de cor sem reflexos, vídeo do sorriso em movimento e moldagem ou escaneamento digital inicial.
Etapa 3 — Planejamento da proposta estética
Com as informações da avaliação e da documentação em mãos, é elaborada a proposta de tratamento.
Essa etapa organiza quais dentes entram no plano, o que precisa ser corrigido, qual grau de mudança é adequado, como preservar naturalidade, quanto de intervenção será necessário e se o caso comporta uma abordagem mais conservadora.Esta é a fase mais importante para evitar resultados pesados ou artificiais. Aprofunde em planejamento da lente de contato dental.
🔬 FASE LABORATORIAL
Entre a Consulta 2 e a Consulta 3
Entre a Consulta 1 e a Consulta 2, o caso passa pela primeira fase laboratorial. Aqui, o planejamento sai do papel e ganha forma física, em duas etapas técnicas distintas.
Etapa 4 — Enceramento diagnóstico
O enceramento diagnóstico é uma reprodução, em cera, da forma final pretendida para os dentes, feita sobre o modelo de gesso da boca do paciente.
É uma escultura tridimensional do sorriso planejado. O técnico de laboratório, seguindo as anotações do planejamento (proporções, comprimento, largura, anatomia incisal e referências de naturalidade), constrói cada dente em cera com a forma desejada.
Esse enceramento é a tradução física do planejamento clínico. É também a referência que vai guiar todas as etapas seguintes: o mockup em boca, o preparo dos dentes, a confecção dos provisórios e a fabricação das lentes definitivas.
Sem enceramento bem feito, não há mockup confiável. E sem mockup confiável, todo o tratamento perde previsibilidade.
Etapa 5 — Confecção da muralha de silicone
Com o enceramento aprovado, é confeccionada uma muralha de silicone de adição que copia exatamente a forma encerada.
Essa muralha funciona como um molde negativo do enceramento — ou seja, um “carimbo tridimensional” que será usado na consulta seguinte para reproduzir, na boca do paciente, exatamente a forma que foi planejada.
Na Consulta 2, essa muralha será preenchida com resina bisacrílica e levada à boca do paciente sobre os dentes naturais. Ao ser removida, deixa nos dentes uma cópia fiel do enceramento — que é o mockup propriamente dito.
A precisão dessa muralha determina a fidelidade do mockup. Por isso, ela é confeccionada com silicone de adição de alta precisão e mantida em condições controladas até o dia da próxima consulta.
📅 CONSULTA 2
Simulação, preparos e provisórios
Etapa 6 — Mockup e simulação em boca
O mockup do sorriso é uma simulação física do resultado planejado, instalada diretamente sobre os dentes em material temporário, ANTES de qualquer desgaste.
Permite testar em boca a forma, largura, comprimento, proporção e leveza do sorriso, e como o conjunto se integra com lábios e face.
Esse passo reduz drasticamente o risco de excesso de volume, dentes largos demais, bordas incisais exageradas, artificialidade ou fechamento de espaço sem proporção. Também responde aos questionamentos práticos e emocionais do paciente sobre naturalidade, previsibilidade e a questão identitária do sorriso.
Saber que existe um mockup tira muito da incerteza, né? Você consegue ver e testar o novo sorriso em boca, sem nenhum desgaste, antes de qualquer decisão definitiva. Se quiser conversar sobre como seria seu mockup, é um bom momento.

Etapa 7 — Validação clínica da proposta
Após a simulação em boca, a proposta é refinada com base na interpretação do sorriso labial e nas observações do paciente.
Avaliamos se a forma está coerente, se o comprimento está equilibrado, se há leveza no sorriso e se o volume respeita a anatomia e o contexto facial.
Na odontologia estética, refinamento não é atraso na agenda — é parte do tratamento. Decisões tomadas nessa fase determinam o resultado final.

Etapa 8 — Preparo conservador (quando indicado)
Quando necessário, é realizado o preparo dental de forma conservadora. A lógica é sempre preservar o máximo possível de esmalte e intervir apenas quando o tratamento planejado realmente exige.
Em alguns casos a abordagem é predominantemente aditiva, sem desgaste. Em outros, a forma original do dente, sua posição ou a necessidade de correção pedem uma intervenção mais ativa — mas sempre limitada ao mínimo necessário.Para entender melhor essa fase, vale ler lente de contato dental realmente precisa desgastar os dentes? e lente de contato dental dói?.
Etapa 9 — Moldagem ou escaneamento
Após o preparo (quando há), o caso é registrado para o laboratório. O registro pode ser feito com moldagem convencional de precisão ou escaneamento intraoral digital, dependendo do caso e do material escolhido.
A precisão dessa etapa impacta diretamente a adaptação marginal das lentes, a integração estética final e a longevidade do tratamento. Comunicamos ao laboratório o desenho aprovado no mockup, os limites clínicos do caso, as proporções planejadas, o contexto anatômico e os detalhes que devem ser respeitados na peça definitiva.
Etapa 10 — Provisórios estéticos
Ainda na mesma sessão, os dentes preparados recebem provisórios estéticos que seguem fielmente o desenho aprovado no mockup.
Esses provisórios cumprem três funções: proteger os dentes preparados durante o período de confecção laboratorial, manter o paciente confortável esteticamente e socialmente durante a espera, e permitir uma última validação visual do desenho antes que ele seja traduzido em cerâmica definitiva.
O paciente sai da Consulta 2 já com o novo desenho do sorriso, mesmo que ainda em material provisório. Esse intervalo entre Consulta 2 e Consulta 3 é o período mais informativo do tratamento: o paciente vive com o novo sorriso por algumas semanas, e qualquer ajuste necessário pode ser comunicado antes da cerâmica ficar pronta.
🔬 FASE LABORATORIAL
Entre a Consulta 2 e a Consulta 3
Etapa 11 — Confecção laboratorial das lentes
Nesta fase, que costuma durar de 2 a 3 semanas, o laboratório parceiro interpreta o planejamento clínico e o traduz em cerâmica.
Quanto mais complexo o caso, mais decisiva é essa etapa. O ceramista trabalha com foco em cor, translucidez, textura, forma, estabilidade e integração óptica com os dentes adjacentes que não receberão lentes.
A comunicação entre clínica e laboratório é constante durante essa fase — fotografias, escalas de cor, anotações de planejamento e referências de proporção são compartilhadas para garantir que a cerâmica final reflita exatamente o que foi validado em consulta.
📅 CONSULTA 3
Prova e cimentação definitiva
Etapa 12 — Prova das lentes de porcelana
Com as peças prontas, é feita a prova clínica. Avaliamos adaptação marginal, forma, cor, integração óptica com os dentes vizinhos, proporção do sorriso e coerência da proposta final.
A prova é feita com try-in paste (pasta de teste) — um material que simula a cor do cimento definitivo mas que pode ser facilmente removido. Isso permite ver o resultado quase final antes da cimentação, e fazer ajustes finos se necessário.
A prova é o último ponto de validação antes da cimentação adesiva ser tornada definitiva.
Etapa 13 — Cimentação adesiva definitiva
Após a aprovação na prova, é realizada a cimentação adesiva com protocolo específico para o tipo de cerâmica utilizada.
Esta fase é crucial para a estabilidade do tratamento ao longo do tempo. Ela afeta diretamente a adaptação marginal, a integração óptica do conjunto, a previsibilidade adesiva e o comportamento clínico do tratamento nos próximos anos.
A cimentação não é uma formalidade ao final do processo — ela integra o prognóstico do caso. Por isso seguimos um protocolo adesivo etch-and-rinse de três passos, com isolamento absoluto, jateamento, condicionamento ácido específico da cerâmica e cimento resinoso compatível.
Após a cimentação, são revisados a mordida (oclusão), o conforto, o acabamento marginal e o polimento final. O novo sorriso está pronto.
Você já entende mais sobre o processo do que a maioria dos pacientes que chega ao consultório. Esse nível de informação é importante: ele permite uma conversa muito mais produtiva na avaliação clínica, onde a pergunta vira “como isso se aplica ao meu caso” em vez de “o que é isso”.
📅 CONSULTA 4
Revisão pós-cimentação
Revisão funcional e adaptação inicial
Realizada entre 7 e 15 dias após a cimentação, essa consulta de revisão avalia como o paciente está se adaptando ao novo sorriso.
Verificamos a adaptação clínica das lentes, o conforto na mastigação, o toque oclusal (mordida) que pode ter mudado com o passar dos dias, a leitura social do sorriso (como amigos e familiares estão reagindo) e a percepção do próprio paciente sobre o resultado.
Nos primeiros dias após a cimentação, é normal sentir uma certa novidade em relação à forma, ao toque e ao contorno incisal. Isso faz parte do processo de adaptação. O que merece atenção é um desconforto que persiste, uma piora gradual ou qualquer sinal de instabilidade — todos esses pontos são avaliados nessa consulta.
Essa quarta consulta também é o ponto formal de entrega do tratamento. A partir dela, o paciente segue para a fase de manutenção a longo prazo.
Resumo da estrutura do tratamento
| 13 etapas · 4 consultas presenciais · 2 fases laboratoriais · 1 protocolo |
A duração total do tratamento, da primeira avaliação até a consulta de revisão, costuma variar entre 3 e 5 semanas, dependendo do número de dentes envolvidos, da complexidade do caso e da disponibilidade de agenda.
Em casos mais simples (4 a 6 lentes, sem necessidade de tratamentos prévios), a sequência pode ser concentrada e finalizada em cerca de 5 a 6 semanas. Em reabilitações mais extensas, ou que demandam ajuste gengival ou clareamento prévio, o cronograma pode se estender.
Já entendeu como o processo funciona em linhas gerais? O próximo passo é descobrir como ele se aplicaria especificamente ao seu caso — quantas consultas você realmente precisaria, quais etapas seriam relevantes e o que esperar em cada uma.
O procedimento varia de acordo com o tipo de situação
A abordagem geral do tratamento segue a mesma linha, mas a ênfase varia conforme a necessidade clínica.
No diastema, o foco pode estar em largura, ponto de contato e proporção.
Em dentes curtos, o ganho de comprimento e leveza incisal ganha destaque.
Nos dentes desgastados, a função e a causa do desgaste precisam ser lidas com mais cuidado.
Em dentes manchados, o comportamento óptico do caso se torna mais importante.
No bruxismo, a exigência funcional pesa mais.
Assim, esse passo a passo não é uma receita rígida. É uma aplicação sistemática, estruturada e conforme a necessidade.
O que garante a consistência do tratamento
Os fatores que geralmente tornam um processo mais previsível incluem:
- boa indicação
- planejamento adequado
- mockup
- preservação estrutural
- integração clínica e laboratorial
- cimentação cuidadosa
- manutenção compatível com o caso
Para entender como isso se reflete visualmente, é interessante conferir exemplos casos de antes e depois.
⭐⭐⭐⭐⭐ 5.0 / 5.0
Avaliação dos pacientes no Google
Serviço odontológico mais bem avaliado em Porto Alegre
Certificado emitido pelo Trustindex
Perguntas frequentes do passo a passo das lentes de porcelana
Isso varia conforme a complexidade. Para situações simples que envolvem de 4 a 6 lentes, geralmente conseguimos chegar ao resultado final em apenas 4 etapas importantes (planejamento com mockup, preparo com moldagem e cimentação). Para reabilitações extensas envolvendo 10 dentes ou mais, ajuste gengival ou em casos de tratamentos prévios, pode ser necessário incluir etapas extras. A definição do cronograma acontece na avaliação inicial.
Em muitos casos, sim, especialmente enquanto se prepara. A anestesia proporciona conforto e possibilita que o dentista realize seu trabalho com exatidão. No caso de no-prep (sem desgaste), pode não ser necessária, mas isso vai depender da sensibilidade do paciente e da situação em questão.
É uma simulação do sorriso final colocada diretamente na boca em um material temporário. Permite que o paciente visualize e toque como será antes da porcelana definitiva. No Protocolo Borille, o mockup serve também como um guia de preparo, especificando a quantidade de estrutura que deve ser removida ou adicionada em cada área.
Tipicamente, leva de 2-4 semanas, o que corresponde ao período necessário para a fase de testes em laboratório. Esse período pode mudar de acordo com a complexidade do caso, a quantidade de lentes e a necessidade de ajustes.
Sim. É para isso que serve o mockup. Também é verdade que a documentação fotográfica e o planejamento digital podem proporcionar uma visualização prévia antes mesmo da simulação na boca.
A ordem geral permanece, mas a ênfase varia de acordo com o tipo de situação. O fechamento de diastema visa objetivos distintos em comparação com uma reconstrução devido a desgaste, e ambos são diferentes de uma correção de cor. O Protocolo Borille personaliza cada fase de acordo com a necessidade clínica.
O Protocolo Marcelo Borille é um sistema que mescla técnicas analógicas (como enceramento manual e moldagem com silicone de adição) e digitais (fotografia polarizada, aplicativo de navegação de cor, escaneamento quando necessário). A proposta é unir precisão, previsibilidade e sensibilidade clínica dentro de um fluxo estruturado.

Se a sua intenção é entender como esse processo se aplicaria ao seu sorriso e quais etapas o seu caso realmente exigiria, a avaliação clínica é o melhor ponto de partida.